Censura Nunca Mais

Na construção da História de nosso país, temos algumas páginas acinzentadas se não negras. A mais conhecida de todas é o período que vai de 1964 a 1985 que é a Ditadura Militar.

Golpe este que se revelou como um regime altamente autoritário e centralizador. Não havia democracia nem direitos para os cidadãos. Todo um país vivendo em estado de sítio e as ruas apinhadas de soldados e tanques de guerra.

Ocorriam constantes perseguições a estudantes, políticos, civis, e cidadãos que se mostrassem levantavam em oposição ao regime implantado que lutava contra o avanço vermelho do comunismo que estava sendo caçado, ao menos sendo tentado, pelos EUA no mundo.

Isso nada mais era que os vestígios da Guerra Fria entre os Nortes Americanos e os Soviéticos. E que nós não tínhamos nada a ver.

Mas nas terras tupiniquins, a perseguição era realmente levada a sério. Agentes advindos da América do norte, especialistas em torturas, davam cursos por toda América Latina ensinando como torturar e adquirir informações.

Mesmo com estes momentos vermelhos e doloridos fisicamente, os momentos críticos desta fase foram vividos com a decretação do AI-5 (Ato Institucional Nº5) no ano de 1964. Nele eram citados entre outras coisas a proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política e a liberdade vigiada. Será que hoje conseguiríamos viver sob estas regras?
E para repreender mais os manifestantes e revolucionários e manter a imagem de que tudo estava na mais perfeita ordem e que o progresso estava a mil maravilhas, fora também caçada a liberdade de expressão se dando início a CENSURA.]

Podemos ver isso expresso nas palavras do telegrama exemplificador foi recebido pelo diretor da surcusal de Brasília do jornal O Estado de São Paulo.

“De ordem do senhor ministro da Justiça fica expressamente proibida a publicação de: notícias, comentários, entrevistas ou critérios de qualquer natureza, abertura política ou democratização ou assuntos correlatos, anistia a cassados ou revisão parcial de seus processos, críticas ou comentários ou editoriais desfavoráveis sobre a situação econômico-financeira, ou problema sucessório e suas implicações. As ordens acima transmitidas atingem quaisquer pessoas, inclusive as que já foram ministros de Estado ou ocuparam altas posições ou funções em quaisquer atividades públicas. Fica igualmente proibida pelo senhor ministro da Justiça a entrevista de Roberto Campos.”
Não se poderia publicar nada em qualquer veículo de publicação se não passasse pela junta responsável pela censura.
Músicas, filmes, revistas, jornais, programas, novelas, tudo era analisado e recebia a autorização ou não para ir a público. Vários artistas protestaram de formas diversas contra este absurdo e horrível ato. Cantores como Caetano Veloso, Chico Buarque, Elis Regina, Geraldo Vandré, Gilberto Gil, Kid Abelha, Milton Nascimento, Plínio Marcos, Raul Seixas dentre outros foram alvos dela.

Mesmo com essa castração, como citado acima, artistas em suas músicas colocavam suas indignações. A mais conhecida é a Cálice composta por Chico Buarque e Gilberto Gil.

Com a queda da Ditadura e com o processo de redemocratização no Brasil a liberdade foi readquirida. Mas, como sabemos, por um preço muito alto. Milhares de jovens estudantes foram mortos e desapareceram enquanto lutavam por um país livre, democrático e que proporcionasse uma condição de vida digna aos seus filhos.

Censurar, castrar, controlar a liberdade de expressão de um povo que é livre de qualquer jugo é um ato abominável. Nenhuma autoridade, qualquer que seja, deve mais uma vez se tentar adquirir este “direito”. E se caso isso ocorra, nós jovens, devemos questionar os motivos os quais isso está ocorrendo. Quando se usa de “autoridade” e “poder” de maneira extrema, as pessoas que lá se colocam não são dignas de estarem ocupando seus postos. Antes desfrutávamos de nossa liberdade de expressão na internet, coisa que com a SOPA e PIPA querem retirar. Mas ainda temos os blogs, sites, rádios, filmes, músicas, revistas, programas entre outros. Somos agentes que construímos a história a cada ação e a cada momento. Todos em tudo, e tudo para todos!!!
COMO GUARDIÕES DO LEGADO DOS JOVENS QUE SE MARTIRIZARAM EM NOME DA LIBERDADE CIVIL E INTELECTUAL QUE HOJE DESFRUTAMOS, DEVEMOS SEMPRE NOS MANTER UNIDOS E EM VIGÍLIA CONTRA QUALQUER TENTATIVA HOSTIL A NOSSA QUERIDA PÁTRIA E AO NOSSO POVO! É NOSSO DEVER LUTAR SEMPRE. SOMOS JOVENS HOJE PARA ASSEGURAR UM MUNDO MELHOR AMANHÃ!!

Raphael Leal

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Sobre O Gerente

Graduado em História pela Universidade Católica de Pernambuco, estudioso das áreas da Filosofia, Sociologia, correntes religiosas e da História da Igreja. Extrovertido e Nerd, eterno buscador do conhecimento e das virtudes humanas.

Publicado em 26 de janeiro de 2012, em A Bodega, Brasil, Meu Pernambuco, Mundo. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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