Un vent de changement au Brésil (Ares de mudanças no Brasil)

As mudanças ocorridas no Brasil depois da proclamação da República vão além dos espaços reservados as grandes construções. Os costumes e rotinas não foram atingidos em de forma rápida e agressiva provocando os mais diferentes sentimentos havia quem defendesse as modificações ou para melhor dizer as transformações havia também quem se mostra contrário, mais de certo tanto os defensores como os opositores, acreditavam que o século que se iniciara seria palco de uma dinâmica social onde o mundo estaria de transformando com tamanha rapidez que provocaria um choque entre gerações, num espaço de tempo muito mais curto do que vinha ocorrendo.

O “NOVO” e “moderno” chegam ao Brasil falando francês, e a França se tornara a referência que norteará a sociedade em seus vários aspectos tanto em “gírias” quanto em modo de se vestir. O cotidiano e os hábitos de um país agrário e de industrialização atrasada, como o Brasil, teriam de se moldar e adaptar com o jeito rápido e elegante se ser para poder se padronizar a uma ordem mundial que já começava a declinar mais que se fazia necessário, pois era o ponto de partida para adequar o país ao resto do mundo.

A cidade do Rio de Janeiro como a capital do país foi quem primeiro respirou os ares das mudanças, se tornando no inicio do século XX a irradiadora de pensamentos e tendências. Com isso as inovações tecnológicas mesmo que ainda fossem antiquadas aos nossos olhos, como no caso do bonde, foram tratadas como maravilhas do mundo que agora se chama de moderno. Profissões foram ganhando destaque na nova conjuntura social, tanto é que o condutor do bonde era quase que uma celebridade, pois detinha o poder de deslocar várias pessoas ao mesmo tempo, para vários lugares e num tempo bem inferior, ao que antes era gasto para se realizar o trajeto de charrete, ou até mesmo a pé. A vida vista de dentro do bonde começavam a passar mais rápido, os horários começavam a se tornar mais próximos, as distancias se tornaram mais curtas de uma hora para outra. O bonde não chegou sozinho, a eletricidade estava ao seu lado permitindo teoricamente que as pessoas tivessem mais tempo, afinal era para o trabalhador sair de casa mais tarde e chegar mais cedo, e dormir mais tarde, aproveitando melhor o tempo com a família e os amigos. Porém não foi bem isso que aconteceram, as pessoas se tornaram mais apressadas, vieram os acidentes de transito, o tempo que sobrava não foi preenchido com a família, e sim com jornadas de trabalho ainda maiores.

O país não reconhecia os esportes e seus benefícios, bem como a exposição dos corpos, o preconceito sobre essas atividades era tão grande quanto, a falta de informação das pessoas, o texto deixa a entender que saúde e medicina eram fatores bem complicados e tinha seu ar de mistério para a população do inicio do século, mesmo para os habitantes da capital do país, a medicina era tratada quase que como algo sobrenatural, os remédios prometiam todo tipo de cura e resultados, mas em sua grande maioria não serviam para nada, a higiene pessoal atraia muito mais as pessoas, os perfumes, sabonetes, shampoo, revolucionaram os banheiros, e porque não dizer que o saneamento domiciliar obteve seus investimentos, o hábito de tomar banho ganhou novas denotações, antes o individuo simplesmente ia ao banheiro lavar o corpo, agora ele passa a se preocupar com o corpo.

Devemos aos anos de 1910 e 1920, a nosso fanatismo apaixonante pelo futebol, afinal os clubes que haviam sido criados pelas competições náuticas, logo deram lugar a um esporte mais barato e mais popular, pois logo se tornou praticável tanto entre ricos como entre pobres. Devemos também ao nosso riquíssimo inicio do século XX outra paixão nacional, o carro. Objeto de desejo, esse ocupou espaço não só nas ruas, que antes tão largas e tranqüilas, agora como num passe de mágica se tornara estreita e tão perigosa, o carro passa a disputar com a mulher a preferência no coração masculino e o lugar de destaque da casa deixa de ser a sala e passa a ser a garagem, pois ter carro significava ter posses e status na sociedade, tornava qualquer alvo de inveja, elogios.

A chegada do rádio revolucionou a maneira com a qual as pessoas adquiriam produtos os mais diversos. O rádio trouxe para a dinâmica popular as propagandas, se soavam aos ouvidos e que se repetiam nas mentes, inúmeras vezes ao dia.

Com o rádio talentos artísticos que estavam restritos as camadas mais altas da sociedade passaram a ser de inteiro alcance da população como um todo, com este alcanço as festas se tornaram mais atraentes, o carnaval ganha agora o impulso da sonoridade divulgada, os cantores passam a cantar os problemas do dia-a-dia, e a se identificarem com o povo.

Contudo, todo o processo de transformação que o país viveu até a década de 50 trouxe a tona um problema que hoje aflige a sociedade do século XIX, o individualismo. Individualismo este que fracionou a família e que fez com que os valores que eram a base fossem esquecidos. O uso do automóvel fez com que as distâncias fossem encurtadas e o tempo de trabalho aumentasse. Isso tudo servindo de base para o “desenvolvimento” e início de uma nova era da humanidade.

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Sobre O Gerente

Graduado em História pela Universidade Católica de Pernambuco, estudioso das áreas da Filosofia, Sociologia, correntes religiosas e da História da Igreja. Extrovertido e Nerd, eterno buscador do conhecimento e das virtudes humanas.

Publicado em 2 de fevereiro de 2012, em A Bodega, Brasil, Mundo. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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